segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Um anjo, um banjo, uma canção.

Na minha cama
dorme um anjo,
sujo de lama,
abraçado ao banjo
com que cantava solidão.

Na minha cama
dorme um anjo,
uma insônia,
um coração.

Na minha lama
dorme um banjo,
ainda sujo na cama,
de um anjo
que me deixou a solidão.

Na minha solidão
dorme um anjo,
chora um banjo,
uma lágrima de canção.

Um comentário:

edvaldo.p.campos disse...

Pois olha, digo cá com minha pouca sapiência que você tem um talento impressionante. Esse poema, ao mesmo tempo que tem uma simplicidade evidente, tem uma genialidade imperante. Parabéns!